Setor da energia será lÃder na retoma económica

O setor energético terá um papel principal a representar no crescimento económico global, com os seus contributos indiretos a ultrapassarem os efeitos diretos, de acordo com um relatório realizado pelo Fórum Económico Mundial e apresentado na Conferência sobre Energia, CERAWeek, que decorreu em Houston, no Texas. O relatório, “Energia para o Crescimento Económicoâ€, oferece um quadro de compreensão do papel económico alargado da indústria energética, numa altura em que o desemprego
e os investimentos constituem questões demasiado complexas numa economia global perturbada. De acordo com Daniel Yergin, Presidente do CERA, “a indústria da energia é única no que respeita à sua importância económica e tem o potencial para se tornar num catalisador significativo para a criação de emprego e de crescimento sustentável sem prejudicar a performance geral do setor.†A indústria da energia é, por natureza, de capital intensivo, exigindo, por isso, elevados nÃveis de investimento além de permitir a geração de contributos significativos para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
O relatório examina também o papel dos preços da energia na economia. Os preços mais baixos reduzem os custos de input para a quase totalidade de bens e serviços, os que os torna mais acessÃveis. A curto prazo, os modelos económicos demonstram que, por exemplo, os preços de gás natural mais baixos ajudarão a economia. Muitos paÃses como a China, a Ãndia e a Coreia do Sul estão a aumentar, de forma crescente, o seu enfoque nas fontes de energia renovável, incluindo a solar e eólica, como setores potenciais para o crescimento das suas economias. Mas os custos elevados a estas tecnologias criam “trade-offs†que têm de ser cuidadosamente considerados. “Os preços da energia serão sempre voláteis, o que representa um desafio para o planeamento económico de longo prazoâ€, afirma Kenneth Rogoff, Professor de Economia na Universidade de Harvard. “A questão interessante reside na forma possÃvel de tornar esta volatilidade menos prejudicial para a economiaâ€, remata.
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