Renováveis permitem poupar 13 mil milhões de euros
O desenvolvimento e exploração de energias renováveis em Portugal vai permitir uma poupança de 13,1 mil milhões de euros na importação de energia eléctrica até 2015. A conclusão é de um estudo (”Impacto Macroeconómico do Sector das Energias em Portugal”) da consultora Deloitte e da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), apresentado em Lisboa. Assim sendo, com o recurso a fontes de energia eólica ou hídrica, Portugal vai evitar, entre 2005 e 2015, importações de cerca de 30 milhões de toneladas de carvão, 30 mil milhões de metros cúbicos de gás natural, 30 mil Gigawatt hora (GWh) de electricidade, e 10 milhões de barris de fuelóleo. Segundo as previsões do estudo, a produção nacional de electricidade a partir de energias renováveis deverá aumentar 14 mil GWh em 2015 face ao valor registado em 2008, o que corresponde a um aumento acumulado de 67%. “A redução das importações energéticas permitirá uma poupança de 1.900 milhões de euros e a redução da dependência energética nacional”, acrescentou na apresentação do estudo o presidente da APREN, António Sá Costa.
Só em 2008, Portugal importou o equivalente a cerca de 33 mil GWh de electricidade e de combustíveis fósseis, que serviram de matéria-prima para a produção de energia. Mesmo assim, o sector das renováveis já contribuiu neste ano para reduzir as importações em cerca de 1,27 mil milhões de euros. As energias alternativas contribuíram para diminuir em 6% o saldo negativo da balança comercial portuguesa, que ficou nos 21,4 mil milhões de euros, segundo refere o estudo. Apesar da poupança proveniente de uma maior produção de energias renováveis, Portugal continuará a importar, com um maior foco no gás natural, reduzindo a dependência de fuelóleo e energia eléctrica. Só em 2008 o aumento da capacidade instalada foi de 10%, atingindo os 8.300 megawatts, ano em que a produção de energia através das renováveis foi 28% superior a 2005, atingindo os 20.900 Gwh. Apesar de ter uma representação marginal a nível mundial, Portugal é o 4.º país da UE com maior peso de fontes de energias renováveis no consumo eléctrico nacional.






Este estudo é tendencioso e de propaganda favoravel aos negócios das renovaveis que, exceptuando a energia hidrica, está a ser manipulado com os portugueses a pagar para um grupo de empresários activos nesta area de negócios.
Caro João Jesus Ferreira
Muito me estranha um comentario como o seu nos dias de hoje. Todos sabemos que é impossivel continuar a produzir energia atraves de recursos fosseis (mesmo que mais barata) e que temos de inverter rapidamente esta situação atraves da produção da energia Hidrica (concordo consigo) mas tambem atraves da eolica , ondas, mares e principalmente atraves da Solar, estes recursos são ilimitados e Portugal é um País RICO em todos eles.
É obvio que este estudo é tendencioso …A Energia versão Eólica não substitui a dita Energia versão Fossil, pode, quanto muito complementa-la. O esforço de investimento para a Energia Eólica só foi possível pelo forte lobby dos principais fabricantes dos aerogeradores e a necessidade de converter alguma industria europeia nesse novo negócio apetecível. Além de ser uma decisão politica para não estarmos dependentes de países produtores de petróleo/gás em permanente conflito…Mas o esforço é ainda maior, porque o custo para produzir um kWh por uma central eólica é substancialmente maior do que o produzido por uma central versão fossil. Na minha opinião, o investimento na produção hidrica é a mais acertada…tem menos custos ambientais tendo em linha de conta custo/proveito.
Daqui a 20 anos ss centrais hidricas manter-se-ão a produzir electricidade, mas os Parques Eólicos tenho sérias dúvidas….
Também fui surpreendida pelo primeiro comentário. Todos sabemos que as energias renovaveis sofrem de um problema – a sua inconstancia – no entanto julgo ser consensual que a manutenção das importações de combustiveis fosseis (para não falar da questão da segurança no abastecimento) aos níveis em que estávamos é insustentavel. A pagar, que seja em investimento nas renovaveis, eólicas incluídas. Mesmo estando eu – infelizmente – fora dos grandes grupos económicos, que têm sucesso na atribuição de licenças de produção, o que é certo é que obviamente nenhuma entidade privada investe para perder dinheiro, apenas pelo mérito ambiental da solução. Podemos é discutir os níveis de capilaridade que as soluções podem atingir, o seu mix e os respectivos preços e formatos mas que o caminho terá de ser “renovável”, concerteza que sim.
A meu ver concordo com a opinião do Sr.João de Jesus Ferreira, pois além de tudo o que foi falado até agora sobre energia éolica e suas vantagens/desvantagens e inconvenientes também existe a parte dos interesses que existem à volta deste negócio, eu encontro-me a estudar energias renováveis e posso comentar que não só da proveniência das fontes primárias de energia mas também considerar-mos a hipótese de o quão é eficiente a nossa rede energética, e seus custos de manutenção face aos modelos adoptados em outros países europeus.
Em ambos os lados existem interesses. Como foi dito por Vanda Guerra, ninguém pretende meter-se no negócio das renováveis com a intenção de perder dinheiro.
Mas do mal o menos! Por cá não falta vento nem sol, pelo que sempre contribui para o abatimento da divida externa (médio e longo prazo), e tanto melhor isso será conseguido se o nosso país conseguir dominar satisfatoriamente a “tecnologia das renováveis”. É a minha modesta opinião
cumps
a aposta nas renováveis é já incontornável.
cumps
Gostaria, também de vos deixar algumas notas de reflexão:
1.Continuamos a ler afirmações falsas e manipuladoras da opinião pública. Historicamente a participação das renováveis (hídrica) na produção de energia eléctrica, em Portugal, é muito elevada e com valores que já ultrapassaram diversas vezes os referidos 52,7% de 2010. Este valor nunca será histórico, neste contexto.
Alguns valores a título de exemplo:
Participação da Energia Hídrica e outras Renováveis, na produção total de energia eléctrica:
1980: 56,30%
1984: 58,00%
1988: 59,20%
2.Não consigo perceber a afirmação de que as renováveis não têm custos adicionais. Quanto às “poupanças” referidas não as classificaria desta forma. Do meu ponto de vista não há “poupança”, mas substituição! Apenas deixamos, naquele ano, de comprar o equivalente em combustíveis fosseis. E esta redução, pontual, na factura energética não tem o correspondente impacto no preço de venda do kWh, ao consumidor final. Antes pelo contrário, pagamos mais pela substituição, por forma a rentabilizar o negócio das empresas que exploram os parques eólicos.
3.A afirmação de que o custo das renováveis não se reflecte nas contas do país, é muito estranha e falsa. As empresas que exploram os parques eólicos têm uma rentabilidade elevada e assegurada, vendendo á rede nacional o kWh a cerca de 4 a 5 vezes mais o seu valor real. Quem paga este excesso? Somos nós, os portugueses, de várias formas. …. Através dos impostos e através do sobrecusto na factura da electricidade que pagamos todos os meses.
4.É um erro falar em poupança, pois a redução da factura energética não se reflecte no preço final da energia. Pela produção de 9,3 Tera Watt-hora, em 2010, estas empresas deverão ter recebido mais de 3 000 milhões de Euros (com base num valor médio de remuneração da ordem dos 0,35€/kWh). Valeu a pena “poupar” os 100 milhões de Euros? Na importação de combustíveis fosseis? Por esta via o retorno económico das renováveis é uma impossibilidade.
5.E pagamos duas vezes estes custos:
a.Uma vez, ao remunerar o kWh produzido, a valores exorbitantes (da ordem dos 0,50€/kWh)
b.Uma segunda vez ao pagarmos a garantia e manutenção de potencia das centrais térmicas convencionais, que ficam sem produzir para ser dada prioridade ao eólico. Isto nunca seria possível se os critérios de “DESPACHO ECONÓMICO” fossem aplicados.
Há que fazer contas de algibeira.
Dinheiro que não saia de portugal para comprar energia é sempre uma boa solução.
Ficamos sem saber qual é o peso do dinheiro dos contribuintes para estas energias alternativas, visto que elas apenas são viáveis com o apoio do estado.
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