Mais ambição nos Planos Nacionais de Energia e Clima

As associações europeias de energias renováveis pedem mais ambição às autoridades nacionais relativamente aos Planos Nacionais de Energia e Clima (PNEC), depois de ter sido definida recentemente a meta de 32% de energias renováveis em 2030. Num documento assinado por várias associações europeias, os vários organismos europeus representativos do setor apelam aos governos para que vão mais além nos objetivos e medidas propostas nos PNEC que, no caso português, se encontra em consulta pública até ao próximo dia 5 de junho.

Defendem que para que a União Europeia seja líder no setor, comandando a luta contra as alterações climáticas, as suas políticas, aos níveis europeu e nacional, devem apostar no aumento da quota de energias renováveis para os setores da eletricidade, aquecimento e arrefecimento, e transportes. Esta aposta trará benefícios futuros, como a criação de mais empregos, mais inovação tecnológica, desenvolvimento de infraestruturas a vários níveis, entre outros.

O PNEC português está em consulta pública até ao dia 5 de junho, período em que está aberto a receber vários contributos para a elaboração do documento final. Segundo o Ministério do Ambiente e da Transição Energética, “o PNEC será o principal instrumento da política energética e climática para a década 2021-2030. A ambição e a determinação de Portugal para estar na vanguarda da transição energética materializa-se em metas ambiciosas para 2030, das quais se salientam a redução entre 45 e 55% das emissões de gases com efeito de estufa relativamente aos níveis de 2005 e o aumento da quota de energia proveniente de fontes renováveis no consumo final bruto para 4 %”.