Moçambique e Alemanha unidos pelas energias renováveis

A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) pretendem acelerar o acesso à energia para milhões de moçambicanos, e ainda encorajar ao empreendedorismo feminino e dar uma resposta rápida a situações de crise humanitária. E nesse seguimento criaram um fundo para aceder às energias renováveis, propondo ainda alternativas para a redução da pobreza, encorajando ao crescimento económico nas zonas rurais, urbanas e periurbanas do país.

O financiamento estará disponível em 3 janelas: acesso a soluções modernas de energia renovável às famílias que estejam fora da rede nacional com melhores fogões e sistemas fotovoltaico; disseminar o uso produtivo de soluções solares fotovoltaico e equipamentos de energia para empresas comerciais e agrícolas em áreas rurais; e disseminar fogões melhorados e soluções solares fotovoltaicas para famílias vulneráveis.

A previsão é de que os fundos iniciais da janela humanitária sejam aplicados apenas nas regiões mais afetadas pelo ciclone Idai (províncias de Manica e Sofala).

A lenha e o carvão continuam a ser as principais fontes de energia para cozinhar, aquecer e iluminar casas em Moçambique. Nas áreas urbanas, periurbanas e rurais, a confeção de alimentos é sobretudo feita com carvão e lenha, tornando a coleta de lenha e a produção de carvão uma das forças motrizes da degradação florestal no país. Em Moçambique, apenas 28% das pessoas tem acesso à rede elétrica. O rosto das assimetrias é verificável nas zonas rurais, com apenas 5% da população rural a ter acesso à rede elétrica nacional.