Portugal em risco de cumprir metas das renováveis em 2020

Segundo um relatório da Comissão Europeia que avalia a restruturação da legislação para a taxação de produtos energéticos e da eletricidade em 8 estados-membros, a percentagem de renováveis terá de aumentar rapidamente entre 2 a 4 pontos percentuais para conseguirem atingir as metas estabelecidas para 2020. Este grupo engloba Portugal, Bélgica, Alemanha, Espanha, Chipre, Malta, Eslovénia e Eslováquia.

A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis partilha do mesmo medo: “em 2018 registou-se um valor reduzido na nova capacidade renovável a entrar em operação, com a entrada de apenas 300 MW (maioritariamente solar fotovoltaico, incluindo autoconsumos, eólica, e uma pequena parte de central hídrica e biomassa). Este ritmo de instalação de centrais renováveis é claramente insuficiente para cumprir com os objetivos com que o país se comprometeu até 2020 – cerca de 60% de eletricidade renovável no consumo nacional.”

Segundo o Secretário de Estado da Energia, João Galamba, Portugal está no bom caminho: “Em 2016 foi o primeiro país a comprometer-se formalmente com a neutralidade carbónica em 2050, e foi o primeiro a elaborar um relatório para esse objetivo.” E relembra que ainda temos o Plano Nacional da Energia e Clima (PNEC) até 2030, e compromete o país até essa data. Este PNEC é muito ambicioso, uma vez que tem metas de incorporação de renováveis de 47% no consumo final de energia até 2030, e produção de eletricidade a partir de fontes renováveis acima dos 80%.