Startup da UA premiada por nova tecnologia para aproveitamento de biomassa

Universidade de Aveiro
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Um doutorando da Universidade de Aveiro (UA) em Sistemas Energéticos e Alterações Climáticas, o equatoriano Mário Heredia Salgado foi distinguido, com a sua startup “Bioenergía de los Andes”, pelo ISC3 – International Sustainable Chemistry Collaborative Centre e a Elsevier Foundation com o Entrepreneurial Spirit in Sustainable Chemistry Award. O doutorando da UA desenvolveu uma nova tecnologia modular para aproveitamento de resíduos da agroindústria (biomassa), produzindo biochar e energia térmica. E além da tecnologia, há um modelo de negócio inovador associado.

O prémio económico é importante para si e para a sua equipa no Equador, afirma o investigador, “porque providencia uma parte importante dos fundos necessários para escalar o reator, o que por sua vez vai acrescentar nossa capacidade de produção de biochar”. “Este novo reator, além de ser um meio de produção para prestar serviços na agroindústria e, portanto, financiar as atividades de desenvolvimento na startup, é o equipamento a partir do qual vão continuar as pesquisas nos anos que vêm”. Este prémio prevê a inclusão da startup no Global Startup Services fornecido pelo ISC3, e para Mário Salgado isso é muito importante “porque teremos acesso a treino, formação, oportunidades de financiamento e capital de risco. Mas, acima de tudo, cria uma oportunidade para a internacionalização da empresa, nomeadamente, para outros países em desenvolvimento e economias emergentes. Neste sentido, a promoção que o ISC3 vai fazer será de grande importância”.

A tecnologia de pirólise não está a ser comercializada nesta fase porque o atual modelo de negócio é colaborativo e cooperativo: fornecem-se e trocam-se serviços em instalações agroindustriais geridas exclusivamente por associações de produtores. Embora existam no mercado reatores com objetivos análogos, a integração energética proposta pela “Bioenergía de los Andes” e por Mário Salgado fica a um terço do custo, inovando na estruturação modular do equipamento e no modelo de negócio. É um modelo de negócio inovador que promove a transformação das agroindústrias em biorrefinarias de etapa inicial, que por sua vez estão baseadas na versatilidade do bio-carvão enquanto produto: pode ser usado como aditivo do solo, como combustível sólido para cozinhar, como filtro para tratamento de efluentes líquidos ou gasosos, como aditivo na ração animal, aditivo durante produção de composto, alternativa ao carvão mineral na produção de aço, entre outros.