A dificuldade da descarbonização do transporte marítimo
A indústria do transporte marítimo é considerada uma indústria chamada de “Hard To Abate” e existe desde que existe humanidade tendo-se, no entanto, tornado global com os descobrimentos, e assim contínua a ser até aos dias de hoje. Até ao início do século passado o transporte marítimo era não poluente. Com o aumento do consumo das diversas sociedades, em particular a ocidental, veio a necessidade de aumentar a velocidade dos navios por forma a garantir um fluxo de carga consentâneo com o consumo das sociedades, a qual foi conseguida com o auxílio da tecnologia originada pela revolução industrial.
Naquela altura, foram introduzidas as caldeiras e as respectivas máquinas a vapor a carvão, e posteriormente com o recurso ao fuel óleo, e finalmente os motores Diesel.

De forma aos navios atingirem velocidades ajustadas às suas viagens e assim, ser garantido um fluxo de carga conforme requerido pela sociedade, aqueles são equipados quase que invariavelmente com motores Diesel propulsores, variando as suas potências desde os meros 1000 kW até aos 100 000 kW. Os motores Diesel, de hoje apresentam rendimentos térmicos, que para os motores Diesel a dois tempos, ultrapassam os 50%.
Conforme, é fácil imaginar, não existe qualquer substituto do motor Diesel muito em particular para as potências necessárias para atingir as velocidades requeridas pela sociedade em geral. Regra geral, quanto maior o navio, menor é a razão potência/toneladas de capacidade de transporte de carga.
O transporte marítimo é o principal meio de transporte mas também o menos poluente considerando a massa transportada, no entanto…
No entanto se o shipping fosse considerado uma nação e agregássemos todos os navios do mundo, seria a sexta maior poluente de CO2 a nível mundial.
Jorge Antunes
CEO Tecnoveritas
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