No início de 2023, a Bélgica apresentou um novo programa de cooperação para Moçambique no valor de 25 milhões de euros. Mais tarde, a Noruega e a Suécia assinaram, a 16 de fevereiro, novos acordos com o Banco Mundial para apoio à fase II do Programa “Energia para Todos” no valor de 30 milhões de euros.
A Bélgica irá conceder apoio para estudos de hidrogénio verde, fornecimento de água potável e soluções de irrigação com energia solar no período de 2023-2028, segundo Frank Vandenbroucke, Ministro do Desenvolvimento. Para este dirigente, Moçambique é um exemplo de baixa emissão de gases mas que está a sofrer muito com as alterações climáticas. Assim, esta iniciativa prevê estudos para a produção de hidrogénio verde em Moçambique, para a qual a Agência Belga de Desenvolvimento vai alimentar áreas remotas sem ligação à rede elétrica com recurso a painéis solares. E está também a ser planeado o fornecimento de água potável e soluções de irrigação com base em energia solar.
Dos 25 milhões de euros anunciados, uma parte do valor será destinada à componente de perdas e danos para tornar as infraestruturas públicas mais resilientes a tempestades e cheias. E a Bélgica ainda anunciou uma outra contribuição de um milhão de euros para novas instalações de água potável em Moçambique.
Os apoios da Noruega e pela Suécia elevam o financiamento do Programa “Energia para Todos” para cerca de 60 milhões de euros. Na fase I do Programa – lançado em 2018 e implementado entre 2019 e 2022 – foram executadas ligações a 1052 000 residências e 983 a instalações públicas (escolas e centros de saúde). Deste total, a ligação a 360 000 residências e 30 instalações públicas foi feita com fundos dos Parceiros de Cooperação, no âmbito do ProEnergia, perfazendo um total de 5,2 milhões de beneficiários.
O Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, referiu que este financiamento vai dar “continuidade de implementação do Programa ‘Energia Para Todos’ nos próximos três anos, garantindo que não haja disrupções nos trabalhos de iluminação do País, numa altura em que muitos moçambicanos estão expetantes para usufruírem dos benefícios da energia nas suas vidas”.
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