A Agência Internacional de Energia (AIE) defende que a energia nuclear deve desempenhar um papel significativo na transição energética mundial. A capacidade nuclear teria que duplicar entre 2020 e 2050, num cenário para atingir zero emissões líquidas de carbono até meados do século, de acordo com um relatório da agência. Ainda assim, o nuclear representaria 8% da produção global de energia, a ser dominada pelas energias renováveis.
A AIE observou que não faz recomendações relativamente aos países que optaram por renunciar à energia nuclear, mas salientou que “construir sistemas energéticos sustentáveis e limpos sem energia nuclear será mais difícil, mais caro e mais arriscado”.
Os autores do estudo sublinharam que a energia nuclear não está a progredir no mundo desenvolvido e se a tendência atual não for corrigida, o peso nessas regiões poderá reduzir em um terço até 2030. Há várias razões para esta redução, incluindo os reatores nucleares nos países desenvolvidos estarem a envelhecer e de haver poucos planos para serem renovados, sobretudo devido ao elevado custo que isso implica e à oposição do público, apontou o documento. Na prática, dos 31 reatores que começaram a ser construídos em todo o mundo desde 2017, 27 foram projetados por russos ou chineses. Por estas razões, o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, disse acreditar que a energia nuclear tem no contexto atual “uma oportunidade única para a inovação”. Birol reconheceu que “uma nova era para a energia nuclear não está de todo garantida” e vai depender dos governos implementarem políticas para assegurar o funcionamento “seguro e sustentável” das centrais nucleares e mobilizarem os investimentos necessários.
Fonte da imagem: Euronews
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