APISOLAR: Observatório Solar Térmico 2015 – conclusões

O Observatório Solar Térmico (OST) tem-se mostrado uma ferramenta…

O Observatório Solar Térmico (OST) tem-se mostrado uma ferramenta imprescindível, a nível nacional e internacional, para a conceção de políticas de eficiência energética e energias renováveis em Portugal. A APISOLAR, representante da indústria solar em Portugal, motiva as empresas associadas no setor do fabrico, distribuição e instalação de sistemas solares térmicos, a responderem semestralmente a um questionário que permite caraterizar o mercado a nível nacional e monitorizar e prever o alcance dos objetivos definidos nos planos e regulamentos nacionais, ajustados aos objetivos da política energética europeia. Recentemente, no Plano Nacional para a Eficiência Energética e Energias Renováveis, publicado a 10 de abril de 2013, definiram-se dois objetivos primordiais até 2016: duplicar a poupança energética através do Sistema de Eficiência Energética dos Edifícios – cerca de 160 745 tep; aumentar em 72% a poupança energética através de solar térmico no programa Renováveis na Hora, evitando 73 607 tep. Assim, determinou-se que até 2020 devem instalar-se 2214 282 m2 de sistemas solares térmicos, um crescimento médio anual de 11,5% entre 2010 e 2020. Registou-se que a capacidade instalada sofreu um decréscimo médio anual de 27% entre 2010 e 2014, esperando-se uma estabilização em 2015, e assim, o governo, sob representação da tutela da energia e ambiente, terá de adotar brevemente, programas e medidas ajustados ao perfil de consumo dos portugueses que permitam alavancar o setor solar térmico nos próximos 5 anos. Tendo como referência as previsões deste relatório – OST 1S 2015 – ficam por instalar cerca de 1117 46 m2 até 2020.

Genericamente considera-se que a capacidade total transacionada pelos agentes do setor é destinada ao mercado nacional: 21 852 m2 (15 297 kWth) foi a capacidade instalada no 1.º semestre de 2015, um total de 51 000 m2 (35 700 kWth) no final de 2015. Estima-se que no final de 2015 a capacidade acumulada registe 1147 822 m2 (803 476 kWth). O mercado apresenta uma tendência de estabilização relativamente ao ano anterior. Quanto à procura por tipologia de sistemas: 16% dos sistemas são coletores individuais, 44% são sistemas em termossifão e 40% são sistemas forçados. Dos coletores individuais, 63% destinam-se ao uso habitacional (prédio ou moradia) e 37% para o setor terciário (piscinas, hotéis, entre outrros). Em termos energéticos, a capacidade instalada no 1.º semestre de 2015 permitiu a produção de 13 863 MWh (3049 tep), oriundos de sistemas AQS e 420 MWh (92,3 tep) através de sistemas combinados (AQS + Aquecimento).

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