Associação Smart Waste Portugal anuncia criação da Plataforma Vidro+

Associação Smart Waste Portugal anuncia criação da Plataforma Vidro+

Na Conferência ASWP/Serralves 2022 “Smart Growth: o Papel da Economia Circular”, a Associação Smart Waste Portugal anunciou a criação da Plataforma Vidro+.

A Conferência ASWP/Serralves 2022 “Smart Growth: o Papel da Economia Circular”, realizada a 05 de maio e que reuniu várias entidades e empresas, pretendeu fazer um ponto de situação relativamente ao estado atual da economia circular em Portugal.

Durante o evento, os vários intervenientes debateram quais são atualmente os principais desafios e oportunidades da economia circular rumo a um crescimento económico. Foram abordados diferentes temas da atualidade, como por exemplo a crise das matérias-primas e o seu impacto na economia, foram ainda apresentados alguns projetos e iniciativas cujos modelos de negócios têm como objetivo rumar à circularidade, bem como identificadas as ferramentas necessárias para estimular a economia circular, havendo ainda tempo para uma apresentação sobre a forma como a sustentabilidade pode ser financiada.

Neste encontro a Associação Smart Waste Portugal teve ainda a oportunidade de anunciar a criação da Plataforma Vidro+. Trata-se de uma iniciativa colaborativa que se propõe a criar um compromisso entre os diferentes agentes da cadeia de valor do vidro de embalagem, com o intuito de promover o aumento da taxa de reciclagem do vidro em Portugal. A Plataforma Vidro+ tem como visão, transformar Portugal num país de referência na recolha e reciclagem das embalagens de vidro, bem como na incorporação de vidro reciclado na produção de novas embalagens. Esta iniciativa tem como meta a recolha de 90% das embalagens de vidro colocadas no mercado, para reciclagem, até 2030.

Segundo Aires Pereira, Presidente da Direção da Associação Smart Waste Portugal: “É sempre uma enorme satisfação conseguir sentar à mesma mesa entidades e empresas que estão alinhadas com os objetivos no que diz respeito à circularidade. À semelhança do trabalho realizado com o Pacto Português para os Plásticos, e com uma visão comum e um objetivo definido ambicioso, chega agora a vez do vidro, através da criação de uma plataforma para a circularidade das embalagens de vidro em Portugal. Acreditamos que a Plataforma Vidro+ tornará possível a definição de metas conjuntas e ambiciosas com os diferentes membros, que irão dar resposta à crescente ambição da legislação europeia e nacional para o alcance de metas de reciclagem dos resíduos das embalagens de vidro e de incorporação de materiais reciclados”.

Outro tema, de igual importância, abordado foi a desclassificação dos resíduos. O conceito de economia circular, enquanto sistema económico dinâmico que visa minimizar a introdução de recursos e a geração de resíduos e desperdícios energéticos, tem vindo a ganhar destaque globalmente. A desclassificação de resíduos tem, de facto, um papel fundamental na transformação empresarial necessária à transição para um modelo de economia circular. Neste tema, a Associação Smart Waste Portugal pretende contribuir para que, em Portugal, um setor dos resíduos se converta num setor de recursos, aumentando a capacidade da economia portuguesa para estabelecer e liderar cadeias de fornecimento internas, com reduzido impacte ambiental associado e que maximizam o valor dos recursos na economia.

Houve ainda tempo para 2 apresentações, a primeira a cargo de Paulo Portas dedicada ao tema da escassez das matérias-primas e o seu impacto na economia e em que a Economia Circular foi assumida pelo próprio como uma excelente forma de poupar, já que cada vez mais se assiste a um maior aumento de custos na produção industrial, estando já a inflação situada nos 26,7%. A segunda apresentação subordinada ao tema do financiamento da sustentabilidade foi da responsabilidade de Luís Laginha de Sousa, Membro do Conselho de Administração do Banco de Portugal.

Mais uma vez, ficou claro que a Economia Circular é um conceito estratégico chave para promover a dissociação entre o crescimento económico, o aumento da produção de resíduos e o aumento do consumo de recursos. Contudo, para que este conceito seja possível, é preciso que haja um envolvimento das diferentes cadeias de valor, da academia, das associações, dos governos e dos consumidores, para que trabalhem todos rumo a uma economia livre de resíduos, porque tudo é considerado recurso.

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