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Autoconsumo comercial e industrial em Portugal

Autoconsumo comercial e industrial em Portugal: armazenamento e o futuro da energia inteligente

Portugal vive um momento decisivo na transição energética. O país combina uma penetração recorde de renováveis com uma nova vaga de investimento em autoconsumo fotovoltaico, especialmente no segmento comercial e industrial (C&I).

A atualização da legislação e o avanço do armazenamento estão a criar as condições para um mercado mais maduro, resiliente e eficiente – onde empresas tecnológicas globais como a GoodWe, de origem chinesa, oferecem as soluções integradas que o setor precisa.

O contexto: Portugal como líder em energia limpa

Segundo a APREN, 80,4 % da eletricidade produzida em 2024 teve origem renovável, um recorde histórico que colocou Portugal entre os três países europeus com maior incorporação de energia limpa.

A capacidade renovável instalada aumentou 8% face a 2023, e 86% desse acréscimo correspondeu à energia solar fotovoltaica. Só nos primeiros cinco meses de 2025, a produção renovável representou 81% da geração elétrica nacional, com o solar já a contribuir em 16,6% do total.

Estes números confirmam a mudança estrutural do sistema elétrico português. A fotovoltaica deixou de ser marginal para se tornar parte essencial da segurança energética nacional, com efeitos diretos na redução das importações de combustíveis fósseis (–2 055 M€) e das emissões de CO2 (–11,7 Mt em 2024).

O boom do autoconsumo comercial e industrial

Segundo a DPV Energy, Portugal encerrou 2024 com 5,66 GW de potência fotovoltaica acumulada, após instalar 1,77 GW nesse ano – um crescimento de 35% relativamente a 2023.

Os sistemas empresariais e industriais cresceram 26,6%, representando mais de meio gigawatt de nova capacidade. As empresas portuguesas estão a descobrir o autoconsumo como ferramenta de competitividade: poupança energética, mitigação de volatilidade tarifária e reforço da imagem de sustentabilidade.

O Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC) fixou metas ainda mais ambiciosas: 20,8 GW solares instalados e 2 GW de armazenamento em baterias até 2030. Este enquadramento é decisivo para o setor C&I, que passa a dispor de um horizonte regulatório claro para investimentos de médio e longo prazo.

Nova legislação e o papel do armazenamento

O Decreto-Lei n.º 15/2022 consolidou o regime jurídico de autoconsumo de energia renovável e abriu a porta a modelos coletivos e comunidades energéticas. Já o Decreto-Lei n.º 99/2024 e o Despacho n.º 1859/2025 vieram simplificar o licenciamento de projetos com armazenamento, introduzindo regras específicas para baterias ligadas a unidades de produção ou a redes privadas.

Com este quadro, as empresas podem agora instalar sistemas híbridos PV + BESS e gerir localmente a sua energia, armazenando excedentes, controlando picos de carga e participando em futuros mercados de flexibilidade. O armazenamento torna-se assim o elo que faltava entre geração e consumo, transformando o autoconsumo numa solução verdadeiramente inteligente.

Impacto económico e técnico

A adoção de baterias no setor C&I permite:

  • reduzir a potência contratada, através de estratégias de peak shaving;
  • aumentar a taxa de autoconsumo, utilizando a energia solar quando há necessidade;
  • garantir resiliência operacional, assegurando energia em caso de falha de rede;
  • participar em novos serviços de rede, como resposta à procura e agregação de flexibilidade.

Para uma indústria com consumos intensivos, a equação é simples: o armazenamento melhora o retorno do investimento fotovoltaico e reduz a exposição a riscos energéticos. É, por isso, natural que a APREN sublinhe “a urgência de criar condições de mercado que valorizem o contributo estratégico das renováveis e do armazenamento, garantindo segurança e competitividade ao sistema elétrico nacional”.

Portugal, um mercado natural para a cooperação ibérica

Segundo o El Economista, “Portugal é um mercado natural para a expansão das empresas do setor renovável com presença na Península Ibérica”, devido à proximidade cultural, estabilidade regulatória e metas climáticas claras.

Este contexto favorece a entrada e consolidação de tecnologias internacionais, especialmente de fabricantes globais como a GoodWe, que combinam inovação industrial com conhecimento local através de equipas ibéricas dedicadas.

Portugal emerge assim como um laboratório real da integração solar + armazenamento + gestão digital, com grande potencial para soluções de origem global aplicadas a mercados locais.

GoodWe
Tel.: +34 951 128 056
sales.pt@goodwe.com · servico.pt@goodwe.com
www.goodwe.com

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