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Bolama, o regresso da energia elétrica

Bolama, o regresso da energia elétrica

A Guiné-Bissau é um país com baixo acesso a energia elétrica, onde apenas 35,8% do total da sua população de 2,2 milhões de habitantes (Mundial, Banco Mundial, 2023) tem acesso à mesma.

A grande maioria da população com acesso a energia encontra-se em Bissau, a única cidade com uma rede elétrica a funcionar de forma mais ou menos estável durante as 24h do dia, mas com a particularidade do seu fornecimento ser efetuado, desde janeiro de 2019, por uma central flutuante, atracada ao largo da capital, sendo esta, propriedade da empresa turca Karpowership.

Esta solução veio colmatar as falhas da central anterior, que se encontrava em Bissau, e onde os grandes desvios de combustível puseram em causa o seu funcionamento. Apesar de diversas ameaças de corte de energia por falta de pagamento, nos últimos 5 anos tem-se verificado um fornecimento relativamente estável de energia à cidade.

Infelizmente, o cenário é diferente nas restantes zonas do território da Guiné-Bissau, onde apenas pontualmente, se verifica o acesso a energia elétrica, com redes elétricas a funcionarem de forma precária nas cidades de Bambadinca, Bissorã e Contubuel, cada uma com a sua mini-grid fotovoltaica, e alguns geradores privados ou comunitários no resto do país.

Ao dia de hoje encontram-se diversos projetos em curso, que prometem trazer uma energia mais limpa, barata e estável para o país. Destes, salienta-se o projeto da OMVG (Organização para o desenvolvimento do Rio Gâmbia), uma linha internacional de 225 kV que irá conter 4 subestações na Guiné-Bissau, complementado por outros projetos cuja finalidade é expandir e distribuir esta energia pelo país, como o PRAE-GB (Projeto Regional de acesso a Energia), ambos financiados pelo Banco Mundial.

Alfredo Pais
Gestor Setorial Energia TESE

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