A sucessão de nove tempestades de grande impacto – denominadas de A a I pelos serviços meteorológicos, com particular ferocidade nos eventos de meados de janeiro (Harry) e fevereiro (Pedro) – transformou a segurança industrial. Com rajadas de vento superiores a 140 km/h em zonas costeiras e de planalto, as infraestruturas energéticas, e especialmente a fotovoltaica, enfrentaram o seu maior teste de resistência mecânica até à data.
O flagelo do Atlântico: o caso crítico de Portugal
Portugal, devido à sua exposição geográfica, foi a primeira linha de defesa e, infelizmente, a mais afetada. As regiões de Aveiro, Leiria e da área metropolitana de Lisboa registaram ventos fortes que atingiram a força de um furacão de categoria 1 durante a tempestade Harry. Nestas zonas, a indústria solar reportou danos significativos.
Em Portugal, o problema foi duplo: a salinidade atmosférica enfraquece certas âncoras metálicas e a força da turbulência gerada pela topografia costeira agrava a situação. As instalações em coberturas industriais planas no Alentejo e no norte de Portugal sofreram um efeito dominó: assim que o vento levantava uma fila de painéis, a pressão dinâmica arrancava o resto da instalação. Este cenário evidenciou que os métodos tradicionais de lastro, sem gestão aerodinâmica ativa, são insuficientes face à nova realidade climática atlântica de 2026.
A física da falha: o efeito “vela” e a fadiga por vibração
A análise dos acidentes ocorridos entre janeiro e fevereiro revela que a falha estrutural nem sempre se deve a uma única rajada de vento, mas sim à fadiga acumulada. Quando o vento atinge um módulo fotovoltaico inclinado num telhado plano, criam-se zonas de baixa pressão no lado oposto ao vento. Esta diferença de pressão gera uma força de sustentação que tenta separar o painel do seu suporte.
Sem defletores, o ar flui caoticamente, provocando vibrações harmónicas. Em Portugal e Espanha, observou-se que estas vibrações são responsáveis por microfissuras nas células de silício, que reduzem drasticamente a vida útil do painel, mesmo que este não chegue a ser arrancado pelo vento. A necessidade de “solidificar” a instalação tornou-se, por isso, uma questão de sobrevivência financeira para os ativos solares.

Uma das soluções técnicas: defletores Solarbloc®
Em resposta a estes desafios, a Solarbloc® está a consolidar o seu sistema de defletores como uma barreira contra o vento. O design destes componentes não é meramente estético ou para fins de encapsulamento; trata-se de uma peça aerodinâmica que melhora e reforça a instalação.
A sua principal função passa por canalizar o fluxo de ar de forma a minimizar o arrasto e, na medida do possível, anular a sustentação. Ao desviar o ar na direção do vento, o defletor transforma uma força de impulsão ascendente numa força de pressão descendente, ajudando o próprio peso do Solarbloc a manter a estabilidade da estrutura.
Inovação em resiliência: o defletor anti-curvatura
Entre as soluções apresentadas para 2026, destaca-se o defletor anti-curvatura Solarbloc®. Este modelo específico foi desenvolvido para se adaptar a toda a gama de suportes e acessórios da marca, proporcionando uma rigidez estrutural superior com o mínimo de material utilizado.
A sua vantagem competitiva reside na capacidade de prevenir a curvatura dos módulos. Ao ligar mecanicamente a parte traseira dos módulos, o sistema atua como um exoesqueleto que absorve as frequências de vibração, protegendo a camada de vidro e as células internas.
Protocolo de reforço e reparação: segurança em 4 passos
Simplicidade e versatilidade são marcas registadas do Solarbloc®. Dada a necessidade urgente de reparar as instalações danificadas pelas tempestades no início deste ano, foi implementado um protocolo de instalação rápida que permite o reforço das instalações existentes sem a necessidade de maquinaria pesada ou de processos de soldadura complexos:
- Sobreposição precisa: os defletores devem sobrepor-se exatamente 2 cm no eixo central da parte traseira do suporte Solarbloc. Esta sobreposição garante a continuidade da barreira aerodinâmica.
- Marcação e Segurança: estão marcados três pontos de perfuração. É fundamental que o furo superior esteja a pelo menos 10 cm da borda do suporte para evitar tensões no betão.
- Tecnologia Multimaterial: o defletor (metal) e o suporte (betão) são perfurados simultaneamente através de uma broca multimaterial. Esta etapa é necessária para garantir que os furos se alinham perfeitamente.
- Fixação mecânica: a fixação é feita através de buchas e parafusos de impacto, criando uma união sólida que transforma o suporte e o defletor num único bloco resistente.
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