As instalações híbridas são, cada vez mais, habituais no setor fotovoltaico até porque esta energia renovável é uma das mais flexíveis e adaptáveis devido à sua descentralização e à versatilidade das potências do gerador. Foi em 2007 quando Arturo Andrés, responsável do Departamento Técnico da Krannich Espanha, levou a cabo a sua primeira instalação híbrida combinando painéis solares com grupos eletrógenos. Desde então foram desenvolvidos muitos projetos de hibridação pelos engenheiros da Krannich: desde as simples instalações isoladas com acumulação até às instalações de 500 kW conetadas à rede, todas elas comparando as virtudes do diesel com as da fotovoltaica. “A energia fotovoltaica é um complemento perfeito para as instalações com grupos eletrógenos porque além da sua grande adaptabilidade à envolvente natural e às necessidades energéticas do consumidor, reduz tanto as emissões da instalação à atmosfera como o contínuo investimento no combustível, um aspeto crucial sobretudo quando o preço do petróleo aumenta”, comentou Arturo Andrés, e “graças à sua flexibilidade este tandem de energias é a solução inigualável para suprir as necessidades das populações localizadas nas regiões onde não chega a rede elétrica.”
Hibridação com energias renováveis foi uma das mesas redondas da Jornada Genset Meeting 2014, organizada pela revista Energética XXI a 11 de fevereiro em Madrid. Arturo Andrés partilhou os seus conhecimentos e experiências abordando o papel dos grupos eletrógenos nos sistemas híbridos com e sem armazenamento. A apresentação mostrou “como se fez uso destes equipamentos para melhorar a disponibilidade energética nas estações do ano com melhor contributo fotovoltaico, assim como para otimizar o rendimento dos componentes da instalação solar como o gerador elétrico e o acumulador.” As soluções de projetos híbridos para o presente e o futuro foram apresentados como sendo o tipo de instalações de abastecimento elétrico, nas quais a energia fotovoltaica serve como complemento ao fornecimento total com diesel e as que podem operar a um custo inferior do que os sistemas que trabalham com grupos eletrógenos, exclusivamente.
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