Minicentral elétrica para cogeração de energia a partir de biomassa

Uma equipa de cientistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu, em parceria com a indústria (SCIVEN), um sistema tecnológico inovador de cogeração de energia a partir de biomassa para clientes com grandes consumos de energia térmica e elétrica, nos setores dos serviços, pequena e média indústria e agropecuário.

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Uma equipa de cientistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu, em parceria com a indústria (SCIVEN), um sistema tecnológico inovador de cogeração de energia a partir de biomassa para clientes com grandes consumos de energia térmica e elétrica, nos setores dos serviços, pequena e média indústria e agropecuário. A minicentral piloto construída à escala real no Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC, carateriza-se por uma potência térmica nominal de 350 kW e uma potência elétrica nominal de 12 kW.

A cogeração de energia consiste na produção simultânea de duas formas de energiatérmica e elétrica – queimando um único combustível, fóssil ou não, e é uma forma mais económica, eficiente e sustentável de geração independente. Esta tecnologia de cogeração de energia materializa-se num equipamento modular acoplado a uma caldeira para produção de água quente, preferencial, mas não necessariamente alimentada a biomassa. O novo sistema converte-se numa minicentral de produção de energia elétrica local, mais eficiente e sustentável em comparação com as grandes centrais, sempre que o seu utilizador necessita de energia térmica. Segundo os coordenadores do projeto – José Baranda Ribeiro, Jorge André e Ricardo Mendes – do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC, e Eduardo Costa da empresa SCIVEN, “a partir de uma caldeira a biomassa, desenvolvemos um conjunto de tecnologia que produz energia elétrica para autoconsumo enquanto se aquece água ou espaços. Optámos por integrar no sistema piloto uma caldeira a biomassa, neste caso pellets porque são uma fonte de energia renovável, limpa, fiável e de qualidade certificada, além de economicamente muito competitiva.”

Atualmente, as caldeiras mais usadas, por exemplo em hotéis, IPSS, e edifícios públicos são caldeiras a gás (natural ou propano) ou a gasóleo, combustíveis muito mais caros que os pellets entregues no local. Por isso, a sua substituição por este sistema integrado será vantajosa para indústrias e serviços que necessitem simultaneamente de calor e eletricidade, quer do ponto de vista económico quer ambiental. É uma solução que permite reduzir, significativamente, os custos de energia. Está também alinhada com as metas de descarbonização dos processos e da economia, com um potencial de redução das emissões de CO2 na ordem das centenas de toneladas por ano. Esta é, assim, uma solução adequada a instalações de pequena e média dimensão com elevados níveis de consumo de energia térmica. A implementação em larga escala deste tipo de sistemas em Portugal permite a diminuição da importação de combustíveis fósseis, contribuindo para uma política energética sustentável e novas cadeias de valor.

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