As excepcionais propriedades dos óleos sintéticos para caixas de engrenagens e que os separam dos produtos convencionais, são a sua elevada estabilidade com a temperatura, excelente resistência à oxidação e intervalos de mudança de óleo mais alargados. Estes produtos têm uma excelente capacidade de protecção antidesgaste e podem, por isso, proteger correctamente unidades de engrenagens industriais e os seus rolamentos em diferentes operações. Os critérios e requisitos quanto aos mais recentes óleos de engrenagens, particularmente aqueles para aplicações em turbinas eólicas, têm aumentado enormemente nos anos mais recentes e só são atingidos com formulações de óleos de elevada performance. Muito importante é a decisão que tem de ser tomada quanto à quantidade de aditivos reactivos, ou menos reactivos, a serem usados nas formulações. Os óleos base sintéticos e as mais recentes tecnologias de aditivos são conjugados de modo a ir de encontro aos requisitos mais recentes da diferentes transmissões, aumentando a disponibilidade, a eficiência, apresentando poupança de energia e minimizando o tempo de paragem das diferentes instalações.
Testes mecânico-dinâmicos: resultados com um avançado óleo sintético à base de Poliafaolefinas (RENOLIN UNISYN CLP)
Nos últimos anos o desenvolvimento de caixas de engrenagens mais eficientes tem levado a requisitos mais severos, em particular na protecção ao desgaste das engrenagens e dos rolamentos. Estes últimos são particularmente importantes, na posição do óleo de engrenagens em turbinas eólicas. A Figura 8 lista uma compilação dos requisitos mais importantes.
FZG – Teste de carga de gripagem
Os requisitos da carga de gripagem relativa aos óleos para caixas de engrenagens são especificados pelo teste FZG “Scuffing load carrying capacity” de acordo com a norma DIN 51 354-2 (forma do dente A, 8.3 m/s, velocidade circunferencial no diâmetro primitivo, temperatura inicial do óleo 90º C). No decorrer do teste, a temperatura do óleo pode aumentar até 150/160 º C (no estágio 12). A experiência na prática demonstra que os requisitos para o teste “estágio de carga de falha > 12” já não é adequado a algumas aplicações e que os lubrificantes necessitam de “estágio de carga de falha > 14”.
Carlos Manuel Braga – Direcção Técnica
Luís Marques Saraiva – Assistência Técnica
FUCHS LUBRIFICANTES Unip. Lda.
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