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Biocombustíveis avançados: 4 benefícios para a natureza

Portugal e Brasil unem esforços no sector dos biocombustíveis

Portugal procura absorver o conhecimento industrial do Brasil para impulsionar a produção nacional de biocombustíveis, focando-se na descarbonização dos transportes públicos e da aviação.

A tutela da Energia confirmou o início de conversações políticas para desenhar uma parceria bilateral que viabilize infraestruturas em solo português através de investimento privado. Embora a prioridade nacional seja a electrificação, os combustíveis renováveis líquidos continuam a ser vistos como uma ferramenta indispensável para a transição energética do país.

O panorama dos projectos em Portugal divide-se entre a suspensão de planos — como os da Prio e da Navigator, que aguardam maior clareza regulatória — e o avanço de consórcios consolidados. A Galp, em parceria com a japonesa Mitsui, mantém o investimento de 400 milhões de euros em Sines para a produção de gasóleo e combustível de aviação renováveis. No centro do país, o grupo luso-neerlandês Madoqua prevê investir mais de mil milhões de euros na produção de metanol verde para fornecer a indústria cimenteira local.

O sector apoia-se no exemplo histórico do Brasil que, desde a crise petrolífera dos anos 70, desenvolveu tecnologias inovadoras à base de cana-de-açúcar e sistemas flex fuel. Contudo, dados globais da Bain/WEF indicam que apenas 10% dos projectos mundiais avançam para a fase final de execução devido aos elevados custos. O mercado internacional enfrenta um ciclo de incerteza regulatória: os investidores tendem a paralisar os planos enquanto aguardam sinais claros e estáveis de procura comercial a longo prazo.

Fonte: https://jornaleconomico.sapo.pt/wp-content/themes/yootheme/cache/a3/maria-da-graca-carvalho-a306b6e8.webp

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