energia de fontes renováveis em Portugal

Portugal pode ter 80% da energia de fontes renováveis já em 2025

Em 2021, o país já era o 4.º na UE a registar “maior produção de eletricidade com origem em fontes de energia renováveis, com 53,8% do consumo de eletricidade no país a ter origem nas renováveis”.

Portugal pode antecipar em 5 anos a meta de ter 80% da energia produzida a partir de energias renováveis segundo a ADENE – Agência para a Energia. A procura por energia em Portugal ainda está dependente dos combustíveis fósseis, mas o cenário poderá mudar a médio prazo, sobretudo graças às fontes eólicas e à energia solar fotovoltaica. Só em janeiro de 2022, Portugal foi o 4.º país da Europa com maior incorporação renovável na geração de eletricidade, segundo o boletim de eletricidade renovável da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

Em 2021, o país já era o 4.º na UE a registar maior produção de eletricidade com origem em fontes de energia renováveis, com 53,8% do consumo de eletricidade no país a ter origem nas renováveis“, um valor que “aumentou para os 59%“, em 2021. No final de janeiro de 2022, segundo a APREN, a percentagem já ascendia aos 57,9% – foram gerados 4085 (GW/h) de eletricidade em Portugal Continental, em janeiro. Segundo o Boletim de Eletricidade Renovável da APREN, entre 1 e 31 de janeiro de 2022, Portugal foi o quarto país com maior incorporação renovável na geração de eletricidade, ficando atrás da Noruega, Dinamarca e Áustria, que obtiveram 99,5%, 76,2% e 66,5%, respetivamente, a partir de FER [fontes de energia renovável]”. O preço médio horário registado no Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel) foi de 201,89€ por megawatt/hora (MWh), em Portugal, traduzindo-se num “aumento superior ao triplo” face a janeiro de 2020. A análise da APREN registou, ainda, importações de eletricidade equivalentes a 982 GWh e exportações de 211 GWh, resultando num saldo importador de 771 GWh.

Não obstante os marcos assinalados pelo líder da Adene, Portugal ainda tem muito a fazer. Segundo os dados do Eurostat, divulgados no início de fevereiro em 2020, ainda que Portugal pudesse ser já o 5.º Estado da UE a registar o maior incremento de fontes renováveis no consumo final de energia, os combustíveis fósseis representavam 71% da energia bruta disponível no país. A percentagem representava uma quebra homóloga de quatro pontos percentuais, mas ainda estava um ponto percentual aquém da média da UE (70%). Portugal surgia em pé de igualdade com a vizinha Espanha, mas muito longe dos níveis da Suécia (31%), Finlândia (41%) e França (48%).

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