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Repowering e digitalização nas energias renováveis em portugal

Repowering e digitalização: nova geração de inversores

A transição energética entrou numa nova fase. Depois de mais de uma década marcada sobretudo pela expansão da capacidade instalada, o setor solar começa agora a concentrar-se cada vez mais na otimização dos ativos existentes e na digitalização da operação. Dois conceitos assumem especial relevância neste contexto: repowering e gestão digital avançada das centrais.

Esta nova etapa representa uma oportunidade significativa para melhorar a produção, aumentar a eficiência operacional e adaptar instalações fotovoltaicas a um sistema elétrico cada vez mais complexo. Tecnologias mais recentes, como inversores inteligentes, plataformas de monitorização digital e soluções integradas de armazenamento, estão a desempenhar um papel central neste processo.

Em Portugal, esta evolução é particularmente relevante. O país ultrapassou recentemente cerca de 4 GW de capacidade solar instalada, com uma forte aceleração nos últimos anos impulsionada por grandes projetos utility-scale e pelo crescimento do autoconsumo. Ao mesmo tempo, muitos projetos aprovados nas primeiras fases de expansão solar começam agora a enfrentar novos desafios operacionais e de integração na rede, tornando o repowering e digitalização ferramentas estratégicas para maximizar o valor dos ativos existentes.

Repowering: aumentar a produção sem aumentar a área

Grande parte das centrais solares instaladas na última década foi concebida com tecnologias que, embora eficientes na altura, apresentam hoje limitações face às capacidades dos equipamentos mais recentes.

repowering consiste na substituição ou modernização de componentes críticos da instalação, como inversores, sistemas de monitorização ou arquitetura elétrica, com o objetivo de aumentar a produção energética e prolongar a vida útil do ativo.

Entre os benefícios mais relevantes deste processo destacam-se:

  • aumento da eficiência de conversão;
  • melhor gestão de sombreamentos e mismatching;
  • maior capacidade de integração com armazenamento;
  • funcionalidades avançadas de controlo e comunicação com a rede;
  • redução de custos de operação e manutenção.

Os inversores modernos desempenham um papel fundamental neste contexto. Equipamentos recentes oferecem maior densidade de potência, intervalos de tensão mais amplos e múltiplos MPPT, permitindo otimizar o desempenho mesmo em sistemas originalmente desenhados para módulos ou configurações diferentes.

As soluções da GoodWe para aplicações comerciais e industriais, por exemplo, foram desenvolvidas com arquiteturas flexíveis que facilitam a substituição de inversores antigos sem necessidade de grandes alterações estruturais na central, reduzindo tempos de intervenção e minimizando períodos de indisponibilidade da instalação.

Digitalização: da monitorização à gestão inteligente

Se o repowering melhora o hardware da instalação, a digitalização transforma a forma como os sistemas são operados.

A crescente complexidade do sistema elétrico europeu exige hoje que as centrais solares sejam capazes de fornecer dados em tempo real, capacidade de controlo remoto e integração com plataformas de gestão energética.

As plataformas digitais modernas permitem:

  • monitorização contínua de desempenho;
  • deteção automática de falhas;
  • análise comparativa entre strings ou inversores;
  • manutenção preditiva baseada em dados;
  • otimização da produção em função das condições de rede.

Plataformas de gestão energética como SEMS (Smart Energy Management System) da GoodWe ilustram bem esta evolução. Estes sistemas integram informação proveniente de inversores, baterias, contadores inteligentes e sensores, criando uma visão completa da operação energética da instalação.

Com base nesses dados, é possível identificar rapidamente perdas de desempenho, otimizar o autoconsumo ou ajustar estratégias de operação para responder a sinais de mercado ou restrições da rede.

Integração com armazenamento: um passo adicional na modernização

Outro elemento cada vez mais presente nos projetos de modernização é o armazenamento de energia.

Portugal tem vindo também a avançar neste campo. O Plano Nacional de Energia e Clima prevê uma forte expansão do armazenamento até 2030, e vários projetos híbridos solar + baterias já estão a ser desenvolvidos para melhorar a flexibilidade do sistema elétrico.

A integração de baterias permite resolver algumas das principais limitações da geração solar, nomeadamente:

  • gestão de picos de produção;
  • deslocação de energia para períodos de maior valor;
  • suporte à estabilidade da rede;
  • otimização do autoconsumo em instalações C&I.

Sistemas híbridos modernos permitem combinar produção fotovoltaica, armazenamento e consumo num único ecossistema energético.

Equipamentos híbridos trifásicos, como por exemplo os inversores da série ET da GoodWe, foram concebidos precisamente para facilitar esta integração, permitindo operar simultaneamente com geração solar, baterias e ligação à rede. Quando combinados com sistemas de armazenamento criam soluções modulares adaptáveis a diferentes escalas de projeto.

Para centrais existentes, esta capacidade abre a porta a estratégias de repowering mais abrangentes, nas quais a modernização do sistema inclui também armazenamento e novas funcionalidades de gestão energética.

Benefícios operacionais para operadores e investidores

A modernização tecnológica das centrais solares não é apenas uma questão técnica. Trata-se também de uma decisão estratégica com impacto direto na rentabilidade dos ativos.

Entre os benefícios mais relevantes destacam-se:

1. Aumento da produção energética

A melhoria da eficiência e a otimização da gestão dos strings podem aumentar a produção anual sem necessidade de expansão física da instalação.

2. Redução de custos operacionais

Ferramentas digitais permitem identificar problemas rapidamente e reduzir deslocações para manutenção.

3. Maior vida útil da central

A substituição de componentes críticos reduz riscos operacionais e prolonga o ciclo de vida do projeto.

4. Preparação para novos mercados energéticos

A digitalização e a integração com armazenamento permitem participar em serviços de flexibilidade e novos modelos de mercado.

GoodWe
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