O uso da energia solar na Guiné-Bissau é cada vez mais generalizado, ganhando especial relevo, especialmente em contextos fora da rede elétrica. Em 2014, apenas 11,5% da população tinha acesso a serviços de eletricidade (ALER, 2018), sendo a elevada taxa de incidência solar no país, o motivo pelo qual os sistemas de irrigação solar têm particular importância.
TESE
A Guiné-Bissau é um país com forte dependência da agricultura, onde 90- 98% das receitas de exportação recaem na exportação da castanha de caju (UN, 2022), planta que, embora não autóctone, ganha expressão um pouco por todo o território nacional, provavelmente pela pouca necessidade de manutenção. No entanto, a produção de arroz, um alimento básico da dieta local, não atende às necessidades, com apenas 112 000 toneladas produzidas contra o consumo anual de 200 000 toneladas (Andrade, 2021).
O clima do país divide-se entre duas estações distintas: a época da seca e a época das chuvas, o que torna possível apenas uma colheita anual de arroz. No sentido de profissionalizar estes agricultores, de duplicar as colheitas de arroz, ao possibilitar uma colheita na época seca, a TESE implementou um projeto com recurso a irrigação solar.
O projeto “No Arrus, No Labur” (do crioulo, o “Nosso arroz, o nosso trabalho”), financiado pela União Europeia e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua; englobou a atribuição de produtos financeiros, capacitação em agricultura sustentável e a construção de dois sistemas de irrigação em Wuassadu e Gadamaio, na região de Bafatá.
Como em grande parte da Guiné-Bissau, estes locais não têm acesso à rede elétrica, pressupondo a necessidade de recorrer a uma fonte de energia renovável. Dada a abundância de radiação solar, os custos de instalação e manutenção, a escolha acaba forçosamente por cair sobre a energia solar.
Alfredo Pais
Gestor Setorial da Energia
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