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Solarshop Experience - convidados

Solarshop Experience

A Solarshop reuniu centenas de convidados, sobretudo instaladores, gestores e fornecedores de soluções e equipamentos, para uma experiência de partilha comercial que se prolongou por três dias. A ocasião serviu para fortalecer relações comerciais, trocar experiências e esclarecer dúvidas em ambiente que combinou profissionalismo e informalidade.

A Solarshop, empresa distribuidora de soluções de energia solar fotovoltaica, reuniu na sua sede da Junqueira, arredores de Ansião, centenas de convidados, sobretudo instaladores, gestores e fornecedores de soluções e equipamentos, para uma experiência comercial e de convívio que decorreu durante três dias (22, 23 e 24 de maio).

O evento incluiu um variado programa de networking qualificado para troca de experiências com profissionais do ramo, open tables com temas relevantes e convidados diretamente envolvidos no sector solar fotovoltaico e, não menos importante, momentos de convívio informal em torno dos petiscos gastronómicos servidos na ocasião.

Uma dúzia de marcas industriais do setor solar esteve representada na zona de exposição preparada para o efeito na nave central das instalações da Solarshop e cerca de uma dezena de oradores participou nas open table durante os três dias. No dia 22 intervieram Joaquim Guedes (Ecoinside), Cláudio Cortez (EDP), Jorge Araújo (APESE), Paulino Oliveira (Sunenergy) e Sérgio Sobral (Norteled); dia 23 foi a vez de Filipe Pinto (DGEG), Tiago Antunes (ENstall), João Teixeira (SES Energia) e Nuno Queirós (Iskraemeco); no último dia participaram Sebastián González (Hoymiles) e Duarte Ribeiro (Solis).

 zona de exposição no Solarshop Experience

Com espaços de acolhimento próprios e técnicos e vendedores disponíveis para apresentarem equipamentos e esclarecerem dúvidas estiveram representadas as marcas TW Solar, Fox ESS, Weco, Hoymiles, Iskraemeco, Dmeg, Solis, Sunwoda Energy, Thaleos, Hyundai, Solplanet e Sunfer.

A Solarshop Experience contou também com a visita de alunos das turmas de Mecatrónica da Escola Tecnológica e Profissional de Sicó.

Licenciamento e políticas

Na sexta-feira, 23, Filipe Pinto, da Direção de Serviços de Energia Elétrica da DGEG (Direção Geral de Energia e Geologia), falou sobre políticas energéticas públicas e procedimentos de licenciamento, um tema que em regra levanta muitas questões relacionadas com a eventual complexidade das tarefas burocráticas.

O orador enquadrou a legislação europeia disponível no contexto da transição energética e aclarou os mecanismos de licenciamento, em particular para as chamadas unidades de autoconsumo e comunidades energéticas.

“A Europa identificou na transição energética, não só as necessidades da descarbonização mas, igualmente, uma oportunidade de reindustrialização e criação de novos empregos. Em Portugal, privilegiou-se muito a questão da independência energética face ao exterior, mas as atuais política públicas estão agora muito focadas na questão do clima e, além disso, em termos sociais há um ambiente muito favorável em torno dos benefícios das energias renováveis”, referiu o representante da DGEG. 

“A tendência europeia é claramente orientada para a descarbonização e para as Renováveis e em Portugal já existe enquadramento legislativo adequado a esse princípio, a par de plataformas em desenvolvimento para que essa visão acelere. Em termos de resultados, a nossa evolução tem sido consistente desde 2016, com crescimentos da integração no mix energético, embora ainda haja caminho para fazer no sentido de cumprir as metas de descarbonização”, acrescentou Filipe Pinto.

No período de questões da assistência ao orador, houve dúvidas práticas sobre os processos de licenciamento de instalações, mas também comentários sobre a proliferação de “instaladores” não habilitados que têm como consequência erros de instalação e riscos de segurança.

Filipe Pinto salientou a crónica dificuldade do Estado em controlar e monitorizar, mas avisou que não pode haver um polícia em cada instalação.

“A nossa estratégia tem sido informar, orientar e disseminar a informação para que, quem pretenda instalar equipamentos esteja desperto e informado. Note-se que a legislação determina que abaixo de certa potência (30 kW), a responsabilidade passa para o técnico instalador”, esclareceu.

Texto e fotos por Carlos Saraiva

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